Releitura da Fábula: O galo que logrou a raposa


 Releitura da Fábula: O gato que logrou a raposa

Por Bianca Agostinelli

O chá da cobra da águia e da lebre

Uma cobra vendo uma lebre se aproximar ficou à espreita e quando a lebre passou deu o bote. A lebre era ligeira, correu o mais rápido possível e subiu uma pequena colina cujo o pé era cheio de pedregulhos.

A cobra vendo que não conseguira passar pelos pedregulhos porque machucariam a sua pele, disse à lebre.

- Querida, minha cobrinhas estão ansiosas por ter mais alguém para brincar. Dizem todos os dias. “Mamãe, peça à dona lebre que traga nossos amiguinhos para brincar conosco.” Venha lá em casa, faço um chá enquanto nossos filhotes brincam!

A lebre já conhecia bem as ideias da cobra, claro que não deixaria seus pequeninos filhotes irem á toca da cobra.

-O, amiga! Se tivesses falado antes até iria, mas agora, a águia já vem com seus passarinhos para brincar, olhe só, ela a vir! Bom, mas se você quiser pode vir, teremos um bom lanche da tarde.

     – Verdade? – espantou-se a cobra – Mas… Já que você convidou vou trazê-los … só que antes preciso ir arrumá-los. Volto Já!

 

 

O galo que logrou a raposa

Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo…” Em voz alta:

- Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor.
- Muito bem! – exclama o galo. – Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldade e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas… Como lá vem vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização.

Ao ouvir falar em cachorro Dona Raposa não quis saber de história, e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo:

- Infelizmente, amigo, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para a outra vez a festa, sim? Até logo.
E raspou-se. “Contra esperteza, esperteza e meia”

“(Monteiro Lobato do livro Fábulas e Historias diversas ) “

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