A
dislexia é uma dificuldade para aprender em certas áreas
específicas, como a leitura, a escrita, a expressão
oral e a matemática, proveniente de uma alteração
neurológica de caráter genético.
As
crianças disléxicas não são pouco inteligentes
– pelo contrário, freqüentemente tem capacidade
intelectual acima da média – ou incapazes de aprender.
Apenas, precisam ser ensinadas de uma outra maneira. Precisam de educação
especializada para desenvolver-se no mundo com completa normalidade.
Muitas
pessoas famosas por seu excelente desempenho intelectual foram disléxicas,
como Albert Eintein, Thomas Edson e Leonardo da Vinci.
Talvez
não tão famosa, mas muito próxima de nós
e muito querida por sua inteligência e simpatia, nossa Coordenadora
da Área de História, Laura, também é disléxica
e isso não impede que com apenas 23 anos ela já esteja
fazendo seu Mestrado em História na FFLCH da Universidade São
Paulo-USP.
O que não deixa de ser um grande incentivo para nossos alunos
disléxicos...
Se
você tem um filho ou dependente disléxico procure-nos.
Estamos certos de que poderemos ajudar.
1. Reconhecer o obstáculo
A
dislexia é certamente um obstáculo difícil de
ultrapassar, mas não uma barreira intransponível. É
importante em primeiro lugar, que o obstáculo seja reconhecido.
Se
os pais e professores compreenderem exatamente quais são as
dificuldades que uma criança com dislexia apresenta, eles poderão
ser muito úteis, não somente mostrando simpatia e encorajamento,
mas principalmente buscando uma didática mais adequada.
A
criança com dislexia difere das outras de mesma idade de várias
maneiras. Estas diferenças não são evidentes
em todas as crianças com dislexia e elas ocorrem em diversas
combinações. A dislexia é mais comum em meninos,
mas pode aparecer também em meninas.
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nível das dificuldades também varia muito Pais e professores
poderão reconhecer se as dificuldades são devidas à
dislexia respondendo às perguntas que se seguem.
Se
as respostas a muitas ( três ou quatro perguntas em cada série)
dessas perguntas forem SIM é bem possível que a criança
seja disléxica.
2. Responda
Para
crianças por volta de 8 anos e meio
1.
Ela ainda tem dificuldade de leitura?
2. Escreve com uma ortografia surpreendentemente incorreta?
3. Você tem a impressão de que em atividades não
relacionadas com leitura e ortografia ela é esperta e inteligente?
4. Ela inverte os números? por exemplo 15 por 51 ou 2 por 5?
5. Escreve "b" ao invés de "d"?
6. Necessita usar blocos ou dedos ou anotações para
fazer cálculos?
7. Tem uma dificuldade notável em lembrar a tabuada?
8. Ela demora a responder?
9. Confunde a esquerda com a direita?
10. É desajeitada (algumas crianças com dislexia são,
mas não todas).
11. Tem dificuldade em pegar ou chutar bola?
12. Tem dificuldade em amarrar os sapatos, dar nós, vestir-se
ou despir-se?
Para
crianças que tenham de 8 e meio a 12 anos:
1.
Ela ainda comete erros de leitura por negligência?
2. ela ainda comete erros estranhos de ortografia?
3. Omite algumas letras nas palavras?
4. Tem um senso de direção deficiente, confundindo às
vezes esquerda com direita?
5. Ainda confunde ,às vezes, "b" com "d"?
6. Ela ainda acha a tabuada difícil?
7. Ela ainda utiliza os dedos ou sinais especiais no papel para fazer
cálculos?
8. Sua compreensão de leitura é mais lema do que o esperada
na idade dela?
9. Ela leva mais tempo do que média para fazer trabalhos escritos
na escola ou em casa?
10. A leitura é para ela uma atividade penosa?
11. Tempo que ela leva para fazer as quatro operações
aritméticas é maior do que o esperado para sua idade?
12. Ela demonstra insegurança e baixa apreciação
sobre si mesmo?
Para
crianças acima de 12 anos
1.
Ela ainda comete erros e incorreções na leitura?
2. Instruções, números de telefone, etc. têm,
às vezes, de ser repetidos para ser guardados?
3. Ela se atrapalha pronunciando palavras longas? (faça experiência
com palavras como: preliminarmente, filosoficamente, paralelepípedo)
4. Ela se confunde, às vezes, com lugares, horários
e datas?
5. Ela tem muita dificuldade para copiar corretamente?
6. Ela ainda tem dificuldade com as tabuadas mais difíceis?
7. Recitando as tabuadas, ela se perde e pula alguns números,
esquecendo em que ponto está?
8. Diga-lhe quatro números, por exemplo 4?9 ?5? 8, pronunciados
em intervalos de um segundo, e, peça?lhe para dizê-los
em ordem inversa. Ele erra?
9. Quando cansado, ela age como se fosse uma criança mais nova?
10. Ela tem dificuldades em planejar e fazer redações?
Para
crianças de todas as Idades:
1.
Há alguém mais na família com o mesmo problema?
2. Você tem a impressão de que existem anomalias e incongruências
na performance dela, que é esperta e inteligente em alguns
aspectos, mas parece ter um bloqueio parcial ou total em outros, difícil
de explicar?
3. Avalie
Se
a sua resposta para a maioria das perguntas acima é NÃO,
a criança que você está avaliando, provavelmente,
não é disléxica.
Se,
ao contrário, você respondeu SIM à maioria das
questões, há uma grande possibilidade de que essa criança
tenha dislexia.
4.
Ajude
Se
ela for disléxica, veja de que maneiras você pode ajudá-la:
·
Não o chame de preguiçosa ou desleixada, atribuindo-lhe
culpa moral por suas dificuldades.
· Não faca comparações com outros membros
da família ou com colegas de classe.
· Não exerça pressão sobre ela , fazendo-a
temer decepcioná-lo.
· Não a obrigue a ler em voz alta na frente de terceiros,
a não ser que ela queira.
· Não se surpreenda se ela facilmente se cansar ou desanimar
( o esforço que ela está fazendo é muito maior
do que você pode supor), mas tente sempre animá-la.
· Fale francamente sobre a dislexia, mostrando-lhe que é
uma dificuldade a enfrentar, mas que não é um obstáculo
intransponível. É útil dar-lhe exemplos de disléxicos
que tiveram bons desempenhos intelectuais e sociais.
· Procure proporcionar-lhe atividades em que ele tenha sucesso.
· Incentive-a a ir devagar, dando tempo ao tempo, e valorize
cada acerto e cada progresso.
· PROCURE ENSINO ESPECIALIZADO. Se você mora em São
Paulo, entre em contato com o Colégio São Mauro. Temos
professores treinados pela Associação Brasileira de
Dislexia, entidade da qual somos membros.